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domingo, 27 de dezembro de 2009




Mais um ano,
Mais uma vez,
Agradecer aos céus, tantas graças,
Agradecer a Deus...tanta saúde,
Agradecer os amigos.
Agradecer a família.

Em 2009, me perdi,
me perdi de meus poemas,
do meu perdão, da minha paciência.

Em 2009, me encontrei
encontrei meu sorriso,
minha paz



vou tentar resgatar tudo de novo,
estava já
pacificando meu coração,
o ano novo, só esta vindo reforçar
antigas vontades.


Um FELIZ ANO NOVO A todos....


Beijo Grande

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

não gosto de ausências
sinto falta
e sei que faço falta,

mas o tempo
ora, esse tempo aqui, que voa
feito vento



( eu peço perdão pela falta de ir ve-los...mas...que correria...)

beijos

beijos
é na quase reta final
que descubro minhas resistências
e elas
são espantosamente
fortes

sábado, 5 de dezembro de 2009




e estamos quase...
chegando


na umidade de um beijo
no calor de um abraço que completa o beijo
na extensão de nós dois

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

mão




Onde procurar a extensão de tudo,
Uma providência divina ,
sustentada bem ali na minha frente,
Eu olho as minhas mãos e paro o olhar,
tão perfeita
tão delicada
tão notável
na nossa evolução ela se desenvolveu para nos alimentar.
Ela segura os objetos perfeitamente,
Ela muitas vezes é o elo,

Muitas vezes um pedido,
uma clemencia
sem precisar de palavras
ela se expressa
e as vezes nos cala.

Minhas mãos as vezes tão sofridas
tão amáveis
intocáveis.


Minhas mãos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

eu te amo

te amo assim
desse jeito
não apanho,
mas arranho o teu peito.

eu te amo
supostamente em segredo
mas de qualquer jeito
em qualquer sentido
eu te vejo
sendo parte de mim.

eu te amo
cheia de frases feitas,
cheia de conceitos
e inundada se sentimentos.

nem me escondo
nem te escondo,
ao menos não de nós dois

pra nós dois,
transparecemos por inteiro,
principalmente na noite que
se aproxima
e o tráz pra mais perto de mim,

mas
te amo assim
desse jeito.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Recursos "indisponíveis"

Ao menos para mim.

Li uma notinha no Estadão, que o Brasil foi reprovado em programa contra a aids.
Um fundo que disponibiliza recursos, não disponibilizou-"O", porque o Brasil não apresentou os "indicadores". Mostrando o tamanho da nossa incompetência.
Ou seja, damos dinheiro para ajudar os outros e não conseguimos dinheiro para as nossas próprias deficiências.

Valorzinho básico da ajuda = 57.157.477 - Euros.


Isso me desanima, era uma das áreas que dominava-mos. Tivemos prêmios em campanhas contra a aids, tivemos desaceleração do avanço da doença, fato que me orgulhava.
Fico muito preocupada. Isso prova que podemos ter doenças como o sarampo, por exemplo, de volta. ( Sem exagero )

Temos a incrível tendência de regredir mais que avançar.


Esse é o meu Brasil.

( Na verdade eu apenas li a notinha, mas a reportagem é bem maior)

terça-feira, 13 de outubro de 2009




T P M
To Puta ( com o) Mundo
e ele nem é culpado
isso eu sei,

franzo minha testa
acontece e nem quero saber,
quanto eu sei,

esgoto meu temperamento calmo
expludo ( assim mesmo)
chuto o balde,

choro
( um choro sonso)
sem nenhum sentido,
tudo parece absurdamente
indefinivel,

reflito ( se é que ainda é possível )
filosofo
a morte fica tão próxima
do próximo mês.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ultimamente
nada em mente
tudo no corpo
e na alma
SOMENTE

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

os rótulos :
eles não cabem em mim,
eles remetem auto compaixão,
tristeza,
desafeto.

os rótulos, associado a imagem auto destrutiva
trancede
as bençãos
as orações
o medo.

o descrédito , rodeado de mágoa
faz morrer todos os dias uma célula de nosso corpo,
até secarmos
totalmente.

é preciso libertar-se
ser livre de qualquer auto comiseração
para de verdade alcançar a "normalidade"

ser normal precisa voltar a ser moda.

Ser gordinha, loira ou morena, baixa, perna Olívia Palito, precisam voltar a ser
" normal ", as pessoas precisam ver o "interior " das outras,
ser amigo de vez em quando,
ser triste de vez em quando...que mal há nisso?
Constrói-se tanta força em cima das tristezas.

Esse sentimentalismo é saudável.
O sentimento de compaixão, de amizade, de apreço pelas pessoas, independente da classe social, se é loirinha ou moreninha, vermelhinha.
independente de qualquer coisa.
Cabelo de fogo.

Apenas ser o que podemos ser. O que esperam que sejamos, é algo fictício e impossível.
Frustra, dissolve e nos mata sem nos fazer morrer.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BLOGAGEM COLETIVA




COM QUEM QUER QUE SEJA VOU JUNTO NESSA LUTA PARA TENTAR ANTES DE FICAR MUITO
VELHIIIIIINHA VER UM PAÍS MELHOR.....

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ah, se ainda eu estivesse mesmo com pressa. Seria tanto tropeção em vão?
Nem estou apressada, e acabo sempre me proporcionando um tombo, nesses buracos dos diabos.
Faço a compra e conversa, bato papo, estremeço,
são os preços.
Tudo muito...muito caro, atrapalho e falho.
O dinheiro não deu.
Devolvo, o ...a ...e...
Não posso devolver.
Posso pendurar?
( como ???)
Marcar....pagar depois.
Hora, ri a mocinha não. Aqui na cidade grande?
Tá brincando? Compre,
Mas só que puder.
Devolvo então o açúcar.
A vida nem fica mais doce mesmo.
Não resolve e só engorda. Item desnecessário.
Saio.
O frio corta o meu rosto, a garoa acorda minha alma.
As coisas mudaram.
Mas as coisas mudam sempre.
Ainda bem.

domingo, 19 de julho de 2009

Cheguei em casa como sempre. Tirei o sapato, guardei no lugar de sempre ( super organizada) , andei descalça, abri a geladeira ( só pra não perder o hábito), fechei a geladeira. Não tinha ninguém em casa sexta a noite. Todos tinham seus compromissos. Somos três. E eu, comigo mesma ali, sentei num banquinho, mais uma semana ( super produtiva) , olhei minhas mãos, estavam bem feitinhas, o esmalte ainda brilhava, mas era só até amanhã, adorava cuidar das flores e nem ia ligar para o esmalte.
Abri um suco, e de golinho em golinho, foi sumindo o gosto do chopinho do happy hour, me esqueci de quanto tempo não fazia mais isso. O barzinho ( um buteco perto do trabalho era diferente naquela noite, dos dias que passamos na frente, olhamos as coisas de forma diferente ) nem parecia naquela cidadezinha do interior tão conhecida, fiquei ali pensando e os sorrisos ainda ecoavam na minha memória, ia sentir saudade do nosso amigo que ia sair de férias. Ele com certeza é o melhor contador de histórias que eu conheço. E animador de festas, alto astral. Bonito e fiel, tudo di bom . Vai para São Paulo com a esposa, vão num bar onde dançam musicas cubanas as sextas e fash back aos sábados. Ele me disse o nome do local, mas não prestei atenção. E hoje ia ao teatro. Programão.
Todo mundo foi pra casa , ainda era cedo, e vim ouvindo Ana Carolina, vim embora pela estrada minha velha conhecida, velha companheira. Cheguei em casa e aqui estou desde sexta-feira passada.
Morrendo de vontade de ser a mulher do meu amigo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009


( foto, Jorge Ferreira )


quando descubro que entendo tudo,
vem um novo amanhecer

segunda-feira, 29 de junho de 2009

E que o tempo que nos espera
nos dê o tempo necessário para
socorrer toda a ansiedade que a vida
nos dá.
E que nunca
nos deixe ficar
nem atrasados,
nem adiantados demais para ela.

sábado, 6 de junho de 2009

ah

o seu beijo,

inconstante,
como vou descrever, a avidez relevante,
de que te deixo,
me dar um beijo,
descrevo na sua língua
tudo aquilo que eu sou,
naquela hora
me abandono na sua boca,
e de leve sua língua toca a minha face, meu ombro,
eu me molho toda com sua boca,
e num golpe
de quem quer mais e mais e mais e mais
como num lapso,
acabo
descobrindo
seus braços
que forte me abraçam.




( e num susto, como isso não é comigo, me pego fantasiando, a distância os teus olhos arredios, rs ( descubro a delícia, sinto o rosto courado, não, não custa, não paga, não tem preço nenhum...fantasiar é ótimo e faz a reunião...acabar logo, rs)
Tudo tão certo até agora
que
de tão óbio, era dificil acreditar que fosse verdade.
A verdade tão verdadeira
parece uma mentira constante.

terça-feira, 12 de maio de 2009

quem sabe se quando retornarmos a nossa vida
aquela de antes,
que abandonamos por falta de tempo,
por falta de afeto,
por falta de oportunidade,
por falta de esperança,
por falta de gratidão,
por falta de diálogo,
por falta de carinho


a gente possa ainda ser feliz.

por que, provavelmente ainda estamos juntos
e superamos tudo isso
por sentir
muito amor.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

melhor não agir no calor das horas,
se deixar passar fica aquele misto de arrependimento
se não deixar, fica aquela sensação de que poderia ter
sido diferente


sempre
existe um questionamento
vai existir sempre

o melhor é deixar fluir

segunda-feira, 27 de abril de 2009

confunsão

esse misto
continuamente disposto em mim,
sentimentos,
medos,
coragens,
através de minha lente ( preto e branco )
eu involuntariamente vejo o mundo colorido,
misto
entristeço no fim da tarde,
blue ice de inverno,
e reacendo no começo da manhã incerta.
O dia cabe na minha mão e as vezes, eu não me ........
explodo
Essa explosão confusa e oca...ecoa na minha cabeça ainda tonta de informação,
o que importa
que me roga a noite
é a minha disposição em existir...
Ainda que
dentro dessa confusãoooooooooooooooooooo

sábado, 11 de abril de 2009













éramos nós dois,
o sal
o sol
o sal, associado ao sol , queimava em minha boca
como o desejo louco
que queimava ainda muito mais,
éramos nos dois e a lua
tímida num céu de ninguém,
suspeitávamos de nossas emoções
tão vagas eram nossas esperanças.
éramos só nós dois
e mais nada
mas
mais nada importava
a não ser nós dois


( foto Cláudia-esta que vos escreve)

quarta-feira, 18 de março de 2009

eu gostaria imensamente de entender,
mas a minha compreensão enfraquecida
não consegue suportar certas verdades,
nem ver mais aberta as feridas,
minha compreensão quer descansar.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

reflexos





A gente podia ter podido tudo.
Podia ter feito, surtir efeito;
se saíssemos do submerso,
seríamos rasos e expostos
poderíamos poder tudo,
se desnudássemos com verdades a nossa verdade
e quando muitas vezes vazamos, os nossos excessos
é porque engolimos demais nossas salivas
e toda essa acidez contida se transforma em um veneno
poderoso que
corroe o nosso corpo e deforma a nossa alma,
e quando vemos...
já é Março
de que ano mesmo?
quando vemos foi uma vida,
de quem mesmo?
os acidos deformaram nossos rostos e não nos reconhecemos
no espelho do velho banheiro,
que acolheu todos os nossos sonhos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Alimentando a alma

Crer, de longe era algo que não apreciava fazia tempo.
O ceticismo tinha se tornado algo tão claro. E. obviamente muito mais fácil de entender.
Ao desacritar, não era preciso questionar nada.
Não haveria dúvida.
Ao contrário do que se pensa, crer gera muito mais dúvida que não crer.
As filosofias religiosas simplesmente perdem a razão de ser.
Os discursos, e até as guerras. Muito provavelmente se extirpariam da nossa realidade, e se tornariam, apenas motivos de estudos.

Acabando a crença, iam-se embora todos os pontos cegos.
Apesar de resisterem a essa teoria, todos nós sabemos que no fundo, é verdade.

E então...sobreviveríamos?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009




Pensando bem. Ela queria se reinventar. Sem passado.
Virar a página,literalmente.
Esquecer os afetos e principalmente os desafetos.
Procurar entender aquilo que a aborrecia, embora tudo parecesse assim tão perfeito, algo de estranho acontecia em dias normais. Um aborrecimento, vazio.
Precisava se calar para (se) ouvir melhor, tinha muita esperança que seu erro estivesse ali. No alvoroçar das palavras, ditas de forma simples, rápida, sincera. Talvez, estivesse ali a desconstrução, de si mesma. A pior forma de interpretação. Não ser totalmente entendida. Era preciso mudar. Havia uma urgência nisso.
Havia em si, um desapego quase que total. Essa totalidade só não era plena, porque ela já não era mais assim, tão só.
Havia apenas a vontade de dizer sentimentos. Contar novidades descobertas na pele, centradas no coração. Havia uma necessidade estranha de gritar, quando silêncios eram superados pelo seu próprio barulho.
Na verdade, apesar de ser tão confuso, ela entendia tudo.
Era preciso se descobrir no escuro. Organizar os passos que gostam de correr, mas outros simplesmente não acompanham. Tropeçam na envergadura de uma curva existencial, ela simplesmente acelerava. Misturava as palavras com passos rápidos. Acabava atropelando os calmos, finos, cultos e também os mal educados.
Então, sofria.
Porque nem tudo o que dizia, precisava ser dito. Descobre-se isso com o tempo.
O mesmo tempo que cansa, desgasta o mesmo tempo que passa mas simplesmente ensina.
Ensina que nem sempre temos todas as verdades e nem tão pouco todas as receitas.
Simplesmente não tem-se nada.
Dá o primeiro passo. E então, tece sua vida em silêncio. E vai percebendo, aos poucos que é assim que as pessoas gostam. Ela, ela apenas segue o caminho.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

intenso

minha palidez
corou-se
com seu olhar
intenso
e doce

domingo, 4 de janeiro de 2009

eu queria não ver nenhuma
outra vida
atráz dos rostos que eu
já conheço.