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sexta-feira, 23 de abril de 2010

viagem


(foto, cláudia)




As vezes é melhor poder ir do que ficar,
e que o desejo de voltar, aconteça sempre
quando o destino não se pode
mudar
.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não sabíamos de nos dois.
Nós íamos e vínhamos , contávamos as nossas vidas,
nossos planos, sonhos...por um tempo ocioso.
Até chegar ao destino, de findar a viagem e de encontrar o nosso "eu".
Nossa!!!! Não fazíamos parte mutuamente das mesmas coisas e ali estávamos, com as mesmas ambições.
Fomos brindados com todos os tempos possíveis...passado, presente futuro ... sol chuva, calor, frio...lua. Tempestades externas e internamente dentro de nós.
Testemunho de que não sabíamos nada.
Eu e você e o tempo.
Nem imaginamos que eles existiam entre nós. Até nos descobrirmos, nos "desabotoarmos", nos desnudamos, muito além dos sonhos, temporais, calor.
E pensar que ficaríamos assim, lado a lado, frente a frente e que isso nem de longe era ou foi ou é, uma forma sorrateira do destino nos "encontrar".
Nós nos conhecemos, desde sempre , apesar de todas as luas que presenciamos, e todos os sóis que vimos nascer, e toda a chuva que nos purificou, e todo esse tempo que ali bem além da linha que surge, vermelha numa tarde de outono.
Nós não nos víamos.
Isso acontece todo dia com todo mundo, menos comigo.
E agora passamos a nos penetrar e ver além dos nossos corpos, olhos e sorriso.
Passamos a nos conhecer por dentro, por fora...e totalmente.
E ainda assim, existe o mistério da descoberta.
E a origem , pode ser desconhecida, e a surpresa pode ser mais que surpresa , mas a verdade é que ali permanecia adormecida duas pessoas. Com um animal dentro de si. Que desperta e leva um susto, achando que dormiu demais. Mas sempre dá tempo.
E que ao tempo pertença o que dura esse desconhecido sentimento, não, não sabemos se é amor, simplesmente não sabemos . Por que não importa quantas estações viveremos, aquilo que descobrimos ficará para sempre. Ainda que não sabemos o que descobrimos.




( nem sempre precisamos de respostas, tão pouco perguntar o tempo todo as vezes nos dá respostas que não queremos "ouvir", nesses casos, melhor deixar o tempo passar)