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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010




PARA TODOS QUE PASSAREM, QUE LEREM...
UM FELIZ NATAL, CHEIO DE PAZ
SAÚDE
E MUITA ALEGRIA.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

sol encoberto

O dia
Nublado que está, não tem sol respirando,
não tem orvalho secando,
não tem o calor sufocando,
tem apenas essa cor apagada,
que nem alegra,
nem desagrada,
tem esse tempo meio chocho,
meio a meio.
Não abre no peito
aquele inteiro.
Tudo nublado.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010




eu ando, involuntariamente desando
e vou voando
pra você

insisto que meu caminho 'e de pedra
repleto de paralelas
mas
a vida vai levitando
e quando me vejo

novamente voando
e as mãos
abraçando o vento que se crê

ele leva, levanta
eleva
minha alma

paralisa.

me coloca onde possa
descansar nos seus olhos meu olhar
e assim tao cliche,
faco sorrir.

entendo que ainda sei caminhar.
desco sozinha dos meus sonhos,

deixo pra la as paralelas
e os cabelos aos vento me dizem que e agosto.
E o cansaco vai embora, em forma de lagrima,
em forma de orvalho,
nao sei bem
nao sei como
mas a certeza de saber que a existencia e real,
e suprema

terça-feira, 26 de outubro de 2010




"as vezes as correntes que nos impedem de sermos livres são mais mentais do que fisicas "


( imagem retirada de um e-mail que recebi de um amigo )

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

saio de fininho
piso meus pés
devagarinho
escondidinho, mudo o caminho
chego onde quero, de mansinho
me preparo e espero,
acontece, faço acontecer.
regresso

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quando encostar o tempo, aquele que quase sempre acaba
queria ao menos perceber.
acho isso tão possível, quanto conhecer o mundo inteiro
numa viagem sem destino
essa intensidade não cabe muitas vezes nas explicações que
eu procuro,
nem tão pouco essa urgência faz algum sentido pra mim,
só mesmo quando me deparo com a morte.
então vejo mesmo
que to de bobeira, me preocupando com a rapidez do tempo.
de vez em quando
tomo um choque e como uma explicação razoável acho que mereço,
acho mesmo que merecemos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010


imagem da web

Eu amo viajar.
Amo ficar em casa também. Mas viajar para mim, tem um gosto mágico.
Meu trabalho favorece essa oportunidade, nem sempre para lugares diferentes nem para tão longe como alguns sortudos por aí. Mas dentro da minha sorte, me considero super felizarda.
Vou sempre para a região sul do Rio de Janeiro, trabalho durante o dia e a tarde,depois do expediente, depois de ter descansado ( nunca me sinto assim tão cansada) , saio para dar uma voltinha. Jantar sem pressa, fazer um resumo do dia, analisar as possibilidades. Jogar conversa fora, falar de filho.
Nessa ultima viagem, que foi propriamente muito calma, tranquila, sem os atropelos desnecessários que eu mesma crio, com pressa, ansiedade, rapidez,etc. eu calmamente me deixei levar.
Fiquei na cidade de Vassouras para passar a noite e ir embora no outro dia.
Adorei.
Deve ser a décima vez que fico em Vassouras. Nesse dia o hotel habitual estava lotado. Fomos para outro que adoreiiiii. E saímos para dar uma volta.
Era uma quinta - feira, enfadonha. Sentamos num barzinho com musica ao vivo. Um show de blues, MPB, uma voz bárbara. Não acreditei. As pessoas indo e vindo, estampando um bem estar que há muito eu não via, ou não notava.
A ruazinha movimentadíssima. Num vai e vem dos futuros médicos. Ali tem uma faculdade de medicina. Olhava no rostinho daqueles meninos e comentava, nossa, você imagina esses moços...pobres moços ( rs) pegando carona numa música que encaixava plenamente naquele momento.
A noite estava um pouco fria, mas nada que atrapalhasse a tranquilidade daquele momento. Pelo contrário. Até o frio ficou apropriado.
Foi uma das noites mais legais que passei.
Já tinha feito essa viagem umas 10 vezes, prestei talvez mais atenção a minha volta. E as vezes a gente se surpreende.
E o que é melhor, nesse caso, a supresa foi gratificante.

Um beijo para vocês.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010


qual foi a sua gentileza hoje?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

um caminho curtinho
e eu volto
rapidinho

terça-feira, 27 de julho de 2010

eu queria poder ficar até o raiar do dia
mas obrigações, compromissos e até o medo da morte me impedem de
tentar,
tenho andado contra o tempo
e na preguiça de correr, fico andando mesmo e parece que ele
tem me ultrapassado sempre
mas
nunca me esqueço
das frases
da leitura
dos amigos de outros "mundos",
então eu volto
e por aqui mato saudades
e assim a vida prossegue
sem sustos




( saudadão de todo mundo)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Era um dia qualquer, seco e quente. Estranhava a quentura da pele, mas o vento seco contribuía para a sensação de ressecamento. Fazia tanto tempo que não sentia o tempo assim.
Parou o carro, olhou para a planta na área, precisava de água, batendo em tudo, porque era uma característica nata e por mais que tentasse “a delicadeza feminina” nunca conseguia. Achava mais fácil entrar em alfa, do que ter bons modos femininos. Olhou para o cachorrinho que sempre sorria pra ela. (sim... sim... sim... a música era real).
A sala, parecia esperando-a, e fazia-se cheia de esperanças, era clara e arejada, tinha um sofá verde musgo. Não sei por que, mas algo ali sempre lembrava uma planta, mas ela nem se interessava tanto assim em plantas, tanto é que esquecia sempre de molhá-las.
Não fosse ele.
As plantas secariam.
Não fosse ele. Ela própria secaria.
O tapete contornava o sofá, com detalhe em marrom e creme. No canto tinha uma mesa com um vaso e tulipas (fruto de uma visita a Holanda, bons tempos) Era uma sala normal. Mas, os banquetes eram... floridos. Havia sim, muito dele ali. Muito mais dele, que dela.
Embora nunca, se interessasse por decoração, os quadros normalmente estavam sempre arrumadinhos.
Mas ele arrumava para ela.
Sempre ele.
Ele tinha uma capacidade incrível de colocá-la em pé, assim como quadros.
Sempre ele.
A t.v, ali não existia T.V.
Embora fosse uma paixão dos dois.
Dos três.
E talvez até do cão que se achava gente. Gostava de TV..
Sentou-se, sentindo-se cansada.
Mas a sala sempre a animava, nunca, estranhamente, nunca parava por ali.
Naquele dia descansou.
O silêncio se tornou incomodo.
A porta se abriu. Por ela, entrou... A esperança, o medo, a paciência, o complemento. A agilidade e principalmente o amor. Amor de homem.
Junto com tudo isso, veio aquela alegria cheia de fome e cara suja. Um sorriso impossível de esquecer.
Fiquei feliz.
Observando daqui de fora cheguei as minhas conclusões, que não necessariamente precisa ser a de todo mundo.
Ninguém precisa de muito. Mas tudo isso é básico.
Uma cesta básica humana e animal.
Qualquer um merece e precisa. Acreditem.

terça-feira, 27 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

viagem


(foto, cláudia)




As vezes é melhor poder ir do que ficar,
e que o desejo de voltar, aconteça sempre
quando o destino não se pode
mudar
.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não sabíamos de nos dois.
Nós íamos e vínhamos , contávamos as nossas vidas,
nossos planos, sonhos...por um tempo ocioso.
Até chegar ao destino, de findar a viagem e de encontrar o nosso "eu".
Nossa!!!! Não fazíamos parte mutuamente das mesmas coisas e ali estávamos, com as mesmas ambições.
Fomos brindados com todos os tempos possíveis...passado, presente futuro ... sol chuva, calor, frio...lua. Tempestades externas e internamente dentro de nós.
Testemunho de que não sabíamos nada.
Eu e você e o tempo.
Nem imaginamos que eles existiam entre nós. Até nos descobrirmos, nos "desabotoarmos", nos desnudamos, muito além dos sonhos, temporais, calor.
E pensar que ficaríamos assim, lado a lado, frente a frente e que isso nem de longe era ou foi ou é, uma forma sorrateira do destino nos "encontrar".
Nós nos conhecemos, desde sempre , apesar de todas as luas que presenciamos, e todos os sóis que vimos nascer, e toda a chuva que nos purificou, e todo esse tempo que ali bem além da linha que surge, vermelha numa tarde de outono.
Nós não nos víamos.
Isso acontece todo dia com todo mundo, menos comigo.
E agora passamos a nos penetrar e ver além dos nossos corpos, olhos e sorriso.
Passamos a nos conhecer por dentro, por fora...e totalmente.
E ainda assim, existe o mistério da descoberta.
E a origem , pode ser desconhecida, e a surpresa pode ser mais que surpresa , mas a verdade é que ali permanecia adormecida duas pessoas. Com um animal dentro de si. Que desperta e leva um susto, achando que dormiu demais. Mas sempre dá tempo.
E que ao tempo pertença o que dura esse desconhecido sentimento, não, não sabemos se é amor, simplesmente não sabemos . Por que não importa quantas estações viveremos, aquilo que descobrimos ficará para sempre. Ainda que não sabemos o que descobrimos.




( nem sempre precisamos de respostas, tão pouco perguntar o tempo todo as vezes nos dá respostas que não queremos "ouvir", nesses casos, melhor deixar o tempo passar)

terça-feira, 9 de março de 2010

ah

os sonhos,
onde andam os sonhos?
vagam na noite e escondem-se de
dia


ah
os sonhos.

segunda-feira, 1 de março de 2010


Onde andará ?
Mila
Mila, a mulher das unhas vermelhas,
enormes feixes na pinça da mão.
Mila ,
era candidata da vez na minha infância
a distribuir paciência.
Eis que a pisadera era "eu".
Somente eu, naquela escuridão do nosso mundinho pequeno,
Mila, me ensinou a ser mulher pintando as unhas,
nada encantava mais o olhar masculinizado da menina
desarrumada que vivia naquela vila esquecida do mundo,
As unhas de Mila. Vermelho sangue.
Assim a menina vai se encantando em ser mulher,
Mila me ajudou.

Nunca me esquecerei.

Onde andará, Mila?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Encontro na saudade
uma forma simplista de respirar o passado,
sorrir com as lembranças,
chegar a sentir o coração doer,
de saudade.
Acho esse sentimento nobre,
Bom,
Reconfortante.

Ainda mais porque o coração chega a doer, mas ele nunca morre.
Ao menos não de saudade.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tempestade


(foto_Pedrinho_Rosa)



Nunca na história dessa aqui que vos fala vi chover tanto.

Quase virei sapo em Sorocaba outro dia.

Eu estava com minha mãe na rua ( olhando loja ) como ela mesmo diz. Apesar de adorar uma loja, principalmente de sapatos estava com uma pressa danada.
Abri mão do sapato, e fomos caminhando do lado de fora, de braços dados e olhando pra cá pra lá, quando ela olhando o horizonte, atrapalhado pelo monte de gente a nossa frente ela me disse assim.
__ Nossa, vamos embora, vem vindo um temporal.

( Minha mãe, morrreeee de medo de raios e trovoadas, entra literalmente em pânico) e eu também não morro de amor por essa força da natureza) Mas,....

Pois é, disse a ela.
__ Mãe, sabe como a gente abranda os medos: se esquecendo deles...esquece o temporal ele nem chegou, olhe as lojas...as roupas...as bijous...tudo tão lindo.

Claro que ela remungou um monte.

Mas , o temporal se espalhou, a gente acabou comprando o sapato, claro que choveu.
Mas não sofremos por antecipação....
Não tivemos pré-ocupação. Tivemos ocupação.

Fiquei feliz.

Apesar de contrariar a mim mesma eu acreditei no que disse a ela.

__ A vida para mim, precisa ter mais temporais?

Espalhados ...


Beijos pra vcs.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

será?????

que meu blog sumiu do ar....????

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010




( Foto Marcos S.Lima - retiradas do site O Globo, praia em Niterói)

Sabe gente, fiquei nervosa.
Poderia começar esse post de uma forma mais, digamos, bom de outra forma.
Mas fiquei nervosa mesmo.
Triste não é a palavra certa, indignada, já fiquei tanto.
Mas me resta dizer entre muitas coisas que gostaria de dizer que
" cada um faça a sua parte".
Tenho isso como base de vida. É assim em casa, no trabalho, enfim, onde julgo que dois seres humanos habitam o mesmo lugar.
Mas quando me deparo com as fotos que vi.
Eu fiquei muito nervosa. Ainda mais por se tratar do meu "querido" Rio de Janeiro, Niterói que amo tanto, Niterói que tem Camboinhas, Icaraí, Niterói que tem em Itaipu um amigo que amo tanto.
O Rio de Janeiro é muito especial pra mim. Copacabana. Lapa.
Praia Seca-Ararauama. Histórias da minha vida, ali.
O ser humano não merece o que tem. Definitivamente.
Muitas vezes fico aqui no meu mundo, achando que todo mundo tira pó da casa, que jogam os lixos no reciclado ( que por sinal, diga-se de passagem os cestos são absurdamente caros, tudo bem que não precisa, mas convenhamos) que jogam os papéis no lixo .
E me esqueço que tem gente que faz da vida um lixo. Tem pessoas que são o próprio lixo.

Que pena.
Não merecem né, nem Copacabana, Nem Niterói e muito menos habitar o mundo.



A propósito esse lixo todo foi "ANTES" da virada.