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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não sabíamos de nos dois.
Nós íamos e vínhamos , contávamos as nossas vidas,
nossos planos, sonhos...por um tempo ocioso.
Até chegar ao destino, de findar a viagem e de encontrar o nosso "eu".
Nossa!!!! Não fazíamos parte mutuamente das mesmas coisas e ali estávamos, com as mesmas ambições.
Fomos brindados com todos os tempos possíveis...passado, presente futuro ... sol chuva, calor, frio...lua. Tempestades externas e internamente dentro de nós.
Testemunho de que não sabíamos nada.
Eu e você e o tempo.
Nem imaginamos que eles existiam entre nós. Até nos descobrirmos, nos "desabotoarmos", nos desnudamos, muito além dos sonhos, temporais, calor.
E pensar que ficaríamos assim, lado a lado, frente a frente e que isso nem de longe era ou foi ou é, uma forma sorrateira do destino nos "encontrar".
Nós nos conhecemos, desde sempre , apesar de todas as luas que presenciamos, e todos os sóis que vimos nascer, e toda a chuva que nos purificou, e todo esse tempo que ali bem além da linha que surge, vermelha numa tarde de outono.
Nós não nos víamos.
Isso acontece todo dia com todo mundo, menos comigo.
E agora passamos a nos penetrar e ver além dos nossos corpos, olhos e sorriso.
Passamos a nos conhecer por dentro, por fora...e totalmente.
E ainda assim, existe o mistério da descoberta.
E a origem , pode ser desconhecida, e a surpresa pode ser mais que surpresa , mas a verdade é que ali permanecia adormecida duas pessoas. Com um animal dentro de si. Que desperta e leva um susto, achando que dormiu demais. Mas sempre dá tempo.
E que ao tempo pertença o que dura esse desconhecido sentimento, não, não sabemos se é amor, simplesmente não sabemos . Por que não importa quantas estações viveremos, aquilo que descobrimos ficará para sempre. Ainda que não sabemos o que descobrimos.




( nem sempre precisamos de respostas, tão pouco perguntar o tempo todo as vezes nos dá respostas que não queremos "ouvir", nesses casos, melhor deixar o tempo passar)

7 comentários:

  1. Olá, amiga.
    Faz tempo que eu não venho por aqui.
    Gostei deste seu texto, mais em prosa do que em poema, parecendo ser confessional. Você tem o dom de dar leveza às palavras. E felizmente o faz para nós, clientes e amigos do Oxigênio. obrigado pelas gentis palavras no meu blog.
    Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

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  2. Claudia, chegou aquela hora na vida em que tive o direito de ir olhar as respostas que estão no final do livro. Mas não haviam respostas. A página estava em branco.

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  3. Marco querido, não é pessoal não. Nem sei se é felismente ou infelismente. Mas é de uma grande amiga minha....que me disse outro dia:
    ___ Cláu, se num acredita...descobri que amo quem tá ali do meu lado...puxa Cláu, se nem me deu um toque...se sabia né?
    Um resuminho de uma lonnnga conversa com uma grannnde amiga...eu sabia sim...sempre soube , as paixões transformam as pessoas...e ela..rs..nossa, ela era outra pessoa.
    Mas aí vem aquele monte de pergunta, pq. a gente vive né querido, e nunca obtive as respostas, de nada...
    Ela tá aí vivendo uma grande paixão...
    Nem quer as respostas...
    A gente que vive todo dia um "grande amor"...ainda as quer.


    Beijo querido

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  4. Ou Joka, não tenho também...nenhuma resposta.
    Todo mundo quer explicar...mas resposta...rs
    Não tenho não.


    Beijo pra vc...

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  5. Valeu a visita amiga sumida.

    Um grande abraço.

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  6. Deu um calor danado esse texto... Adorei o "ainda não sabemos o que descobrimos". Importante é gostar da descoberta.

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