terça-feira, 13 de outubro de 2009




T P M
To Puta ( com o) Mundo
e ele nem é culpado
isso eu sei,

franzo minha testa
acontece e nem quero saber,
quanto eu sei,

esgoto meu temperamento calmo
expludo ( assim mesmo)
chuto o balde,

choro
( um choro sonso)
sem nenhum sentido,
tudo parece absurdamente
indefinivel,

reflito ( se é que ainda é possível )
filosofo
a morte fica tão próxima
do próximo mês.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ultimamente
nada em mente
tudo no corpo
e na alma
SOMENTE

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

os rótulos :
eles não cabem em mim,
eles remetem auto compaixão,
tristeza,
desafeto.

os rótulos, associado a imagem auto destrutiva
trancede
as bençãos
as orações
o medo.

o descrédito , rodeado de mágoa
faz morrer todos os dias uma célula de nosso corpo,
até secarmos
totalmente.

é preciso libertar-se
ser livre de qualquer auto comiseração
para de verdade alcançar a "normalidade"

ser normal precisa voltar a ser moda.

Ser gordinha, loira ou morena, baixa, perna Olívia Palito, precisam voltar a ser
" normal ", as pessoas precisam ver o "interior " das outras,
ser amigo de vez em quando,
ser triste de vez em quando...que mal há nisso?
Constrói-se tanta força em cima das tristezas.

Esse sentimentalismo é saudável.
O sentimento de compaixão, de amizade, de apreço pelas pessoas, independente da classe social, se é loirinha ou moreninha, vermelhinha.
independente de qualquer coisa.
Cabelo de fogo.

Apenas ser o que podemos ser. O que esperam que sejamos, é algo fictício e impossível.
Frustra, dissolve e nos mata sem nos fazer morrer.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BLOGAGEM COLETIVA




COM QUEM QUER QUE SEJA VOU JUNTO NESSA LUTA PARA TENTAR ANTES DE FICAR MUITO
VELHIIIIIINHA VER UM PAÍS MELHOR.....

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ah, se ainda eu estivesse mesmo com pressa. Seria tanto tropeção em vão?
Nem estou apressada, e acabo sempre me proporcionando um tombo, nesses buracos dos diabos.
Faço a compra e conversa, bato papo, estremeço,
são os preços.
Tudo muito...muito caro, atrapalho e falho.
O dinheiro não deu.
Devolvo, o ...a ...e...
Não posso devolver.
Posso pendurar?
( como ???)
Marcar....pagar depois.
Hora, ri a mocinha não. Aqui na cidade grande?
Tá brincando? Compre,
Mas só que puder.
Devolvo então o açúcar.
A vida nem fica mais doce mesmo.
Não resolve e só engorda. Item desnecessário.
Saio.
O frio corta o meu rosto, a garoa acorda minha alma.
As coisas mudaram.
Mas as coisas mudam sempre.
Ainda bem.

domingo, 19 de julho de 2009

Cheguei em casa como sempre. Tirei o sapato, guardei no lugar de sempre ( super organizada) , andei descalça, abri a geladeira ( só pra não perder o hábito), fechei a geladeira. Não tinha ninguém em casa sexta a noite. Todos tinham seus compromissos. Somos três. E eu, comigo mesma ali, sentei num banquinho, mais uma semana ( super produtiva) , olhei minhas mãos, estavam bem feitinhas, o esmalte ainda brilhava, mas era só até amanhã, adorava cuidar das flores e nem ia ligar para o esmalte.
Abri um suco, e de golinho em golinho, foi sumindo o gosto do chopinho do happy hour, me esqueci de quanto tempo não fazia mais isso. O barzinho ( um buteco perto do trabalho era diferente naquela noite, dos dias que passamos na frente, olhamos as coisas de forma diferente ) nem parecia naquela cidadezinha do interior tão conhecida, fiquei ali pensando e os sorrisos ainda ecoavam na minha memória, ia sentir saudade do nosso amigo que ia sair de férias. Ele com certeza é o melhor contador de histórias que eu conheço. E animador de festas, alto astral. Bonito e fiel, tudo di bom . Vai para São Paulo com a esposa, vão num bar onde dançam musicas cubanas as sextas e fash back aos sábados. Ele me disse o nome do local, mas não prestei atenção. E hoje ia ao teatro. Programão.
Todo mundo foi pra casa , ainda era cedo, e vim ouvindo Ana Carolina, vim embora pela estrada minha velha conhecida, velha companheira. Cheguei em casa e aqui estou desde sexta-feira passada.
Morrendo de vontade de ser a mulher do meu amigo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009


( foto, Jorge Ferreira )


quando descubro que entendo tudo,
vem um novo amanhecer