terça-feira, 25 de março de 2008

nenhuma palavra,
apenas o silêncio escondendo uma saudade
e o disfarce zombando da minha
aparente tranquilidade.


( é preciso admitir que muitas coisas que julgamos esquecidas nos fazem sentir saudade...admitir para nós mesmos é muitas vezes um alívio, ainda que carregado de sentimentos e esses muitas vezes não podemos reviver, mas nem de longe isso tem que ser um sofrimento )

terça-feira, 18 de março de 2008

se me sinto de ponta cabeça
viro o mundo do lado avesso
e regenero meus conceitos,
inevitavelmente
todos os dias.


( ainda que tudo vire uma bagunça)

terça-feira, 11 de março de 2008

( foto - André Neves)



a liberdade em preto e branco,

é uma ilusão de ótica.

na maioria das vezes,

é assim que ela é sentida.

ou seja

sem nenhum sentido


quarta-feira, 5 de março de 2008

é uma incógnita o caminho
que escolhi,
boa parte dessa opção se detém em
admirar o novo,
testar minha coragem as margens
de um abismo ( enorrrrrrrrrme)
andar paralelamente pé ante pé,
devagarzinho e sentir só o vento
e aquela enorme sensação de prazer,
que só o abismo e eu podemos entender.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

andei por aí
revivendo os mesmos caminhos,
dando os mesmos passos
na mesma direção,
e embora certa da conquência
eu sabia
que nada é como antes
a transformação cabe em cada segundo que se vive,
mesmo vivendo repetidamente as mesmas coisas,
ainda assim elas nunca serão iguais.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

ilusão

eu me invento
e por mais sem cabimento que possa ser
tenho sido
do tamanho dos meus sonhos

domingo, 17 de fevereiro de 2008









eu tenho enfrentado algumas batalhas, tenho ganho,

o problema é que as vezes eu paro

e penso que embora ganhe "algumas" batalhas,

eu vou perder a guerra, algum dia eu vou.

e essa é a única certeza que eu tenho.



muitas vezes, não queria pensar,

apenas seguir, estratégias,

resistir as feridas,

ainda que ao cambalear, as forças surjam assim

como mágica,



mas eu penso,

e olhando bem à frente, é uma guerra injusta,

sabemos quem será ganhador no final.



poderia não pensar em nada disso, e seguir,

seguir estratégias evoluídas,

mas

eu penso.



penso e sinto nostalgia,

sinto até uma certa saudade do lápis e do papel de pão,

onde escrevia ...meus sonhos.



hoje pão veem em saquinhos,

e batalhas são estratégicamente estudadas,

se vencem com tecnologia

e não mais com o coração, com a raça ...coragem.



Mas a guerra, essa eu sei que nunca vou ganhar.