um caminho curtinho
e eu volto
rapidinho
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
eu queria poder ficar até o raiar do dia
mas obrigações, compromissos e até o medo da morte me impedem de
tentar,
tenho andado contra o tempo
e na preguiça de correr, fico andando mesmo e parece que ele
tem me ultrapassado sempre
mas
nunca me esqueço
das frases
da leitura
dos amigos de outros "mundos",
então eu volto
e por aqui mato saudades
e assim a vida prossegue
sem sustos
( saudadão de todo mundo)
mas obrigações, compromissos e até o medo da morte me impedem de
tentar,
tenho andado contra o tempo
e na preguiça de correr, fico andando mesmo e parece que ele
tem me ultrapassado sempre
mas
nunca me esqueço
das frases
da leitura
dos amigos de outros "mundos",
então eu volto
e por aqui mato saudades
e assim a vida prossegue
sem sustos
( saudadão de todo mundo)
terça-feira, 4 de maio de 2010
Era um dia qualquer, seco e quente. Estranhava a quentura da pele, mas o vento seco contribuía para a sensação de ressecamento. Fazia tanto tempo que não sentia o tempo assim.
Parou o carro, olhou para a planta na área, precisava de água, batendo em tudo, porque era uma característica nata e por mais que tentasse “a delicadeza feminina” nunca conseguia. Achava mais fácil entrar em alfa, do que ter bons modos femininos. Olhou para o cachorrinho que sempre sorria pra ela. (sim... sim... sim... a música era real).
A sala, parecia esperando-a, e fazia-se cheia de esperanças, era clara e arejada, tinha um sofá verde musgo. Não sei por que, mas algo ali sempre lembrava uma planta, mas ela nem se interessava tanto assim em plantas, tanto é que esquecia sempre de molhá-las.
Não fosse ele.
As plantas secariam.
Não fosse ele. Ela própria secaria.
O tapete contornava o sofá, com detalhe em marrom e creme. No canto tinha uma mesa com um vaso e tulipas (fruto de uma visita a Holanda, bons tempos) Era uma sala normal. Mas, os banquetes eram... floridos. Havia sim, muito dele ali. Muito mais dele, que dela.
Embora nunca, se interessasse por decoração, os quadros normalmente estavam sempre arrumadinhos.
Mas ele arrumava para ela.
Sempre ele.
Ele tinha uma capacidade incrível de colocá-la em pé, assim como quadros.
Sempre ele.
A t.v, ali não existia T.V.
Embora fosse uma paixão dos dois.
Dos três.
E talvez até do cão que se achava gente. Gostava de TV..
Sentou-se, sentindo-se cansada.
Mas a sala sempre a animava, nunca, estranhamente, nunca parava por ali.
Naquele dia descansou.
O silêncio se tornou incomodo.
A porta se abriu. Por ela, entrou... A esperança, o medo, a paciência, o complemento. A agilidade e principalmente o amor. Amor de homem.
Junto com tudo isso, veio aquela alegria cheia de fome e cara suja. Um sorriso impossível de esquecer.
Fiquei feliz.
Observando daqui de fora cheguei as minhas conclusões, que não necessariamente precisa ser a de todo mundo.
Ninguém precisa de muito. Mas tudo isso é básico.
Uma cesta básica humana e animal.
Qualquer um merece e precisa. Acreditem.
Parou o carro, olhou para a planta na área, precisava de água, batendo em tudo, porque era uma característica nata e por mais que tentasse “a delicadeza feminina” nunca conseguia. Achava mais fácil entrar em alfa, do que ter bons modos femininos. Olhou para o cachorrinho que sempre sorria pra ela. (sim... sim... sim... a música era real).
A sala, parecia esperando-a, e fazia-se cheia de esperanças, era clara e arejada, tinha um sofá verde musgo. Não sei por que, mas algo ali sempre lembrava uma planta, mas ela nem se interessava tanto assim em plantas, tanto é que esquecia sempre de molhá-las.
Não fosse ele.
As plantas secariam.
Não fosse ele. Ela própria secaria.
O tapete contornava o sofá, com detalhe em marrom e creme. No canto tinha uma mesa com um vaso e tulipas (fruto de uma visita a Holanda, bons tempos) Era uma sala normal. Mas, os banquetes eram... floridos. Havia sim, muito dele ali. Muito mais dele, que dela.
Embora nunca, se interessasse por decoração, os quadros normalmente estavam sempre arrumadinhos.
Mas ele arrumava para ela.
Sempre ele.
Ele tinha uma capacidade incrível de colocá-la em pé, assim como quadros.
Sempre ele.
A t.v, ali não existia T.V.
Embora fosse uma paixão dos dois.
Dos três.
E talvez até do cão que se achava gente. Gostava de TV..
Sentou-se, sentindo-se cansada.
Mas a sala sempre a animava, nunca, estranhamente, nunca parava por ali.
Naquele dia descansou.
O silêncio se tornou incomodo.
A porta se abriu. Por ela, entrou... A esperança, o medo, a paciência, o complemento. A agilidade e principalmente o amor. Amor de homem.
Junto com tudo isso, veio aquela alegria cheia de fome e cara suja. Um sorriso impossível de esquecer.
Fiquei feliz.
Observando daqui de fora cheguei as minhas conclusões, que não necessariamente precisa ser a de todo mundo.
Ninguém precisa de muito. Mas tudo isso é básico.
Uma cesta básica humana e animal.
Qualquer um merece e precisa. Acreditem.
terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
viagem
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Não sabíamos de nos dois.
Nós íamos e vínhamos , contávamos as nossas vidas,
nossos planos, sonhos...por um tempo ocioso.
Até chegar ao destino, de findar a viagem e de encontrar o nosso "eu".
Nossa!!!! Não fazíamos parte mutuamente das mesmas coisas e ali estávamos, com as mesmas ambições.
Fomos brindados com todos os tempos possíveis...passado, presente futuro ... sol chuva, calor, frio...lua. Tempestades externas e internamente dentro de nós.
Testemunho de que não sabíamos nada.
Eu e você e o tempo.
Nem imaginamos que eles existiam entre nós. Até nos descobrirmos, nos "desabotoarmos", nos desnudamos, muito além dos sonhos, temporais, calor.
E pensar que ficaríamos assim, lado a lado, frente a frente e que isso nem de longe era ou foi ou é, uma forma sorrateira do destino nos "encontrar".
Nós nos conhecemos, desde sempre , apesar de todas as luas que presenciamos, e todos os sóis que vimos nascer, e toda a chuva que nos purificou, e todo esse tempo que ali bem além da linha que surge, vermelha numa tarde de outono.
Nós não nos víamos.
Isso acontece todo dia com todo mundo, menos comigo.
E agora passamos a nos penetrar e ver além dos nossos corpos, olhos e sorriso.
Passamos a nos conhecer por dentro, por fora...e totalmente.
E ainda assim, existe o mistério da descoberta.
E a origem , pode ser desconhecida, e a surpresa pode ser mais que surpresa , mas a verdade é que ali permanecia adormecida duas pessoas. Com um animal dentro de si. Que desperta e leva um susto, achando que dormiu demais. Mas sempre dá tempo.
E que ao tempo pertença o que dura esse desconhecido sentimento, não, não sabemos se é amor, simplesmente não sabemos . Por que não importa quantas estações viveremos, aquilo que descobrimos ficará para sempre. Ainda que não sabemos o que descobrimos.
( nem sempre precisamos de respostas, tão pouco perguntar o tempo todo as vezes nos dá respostas que não queremos "ouvir", nesses casos, melhor deixar o tempo passar)
Nós íamos e vínhamos , contávamos as nossas vidas,
nossos planos, sonhos...por um tempo ocioso.
Até chegar ao destino, de findar a viagem e de encontrar o nosso "eu".
Nossa!!!! Não fazíamos parte mutuamente das mesmas coisas e ali estávamos, com as mesmas ambições.
Fomos brindados com todos os tempos possíveis...passado, presente futuro ... sol chuva, calor, frio...lua. Tempestades externas e internamente dentro de nós.
Testemunho de que não sabíamos nada.
Eu e você e o tempo.
Nem imaginamos que eles existiam entre nós. Até nos descobrirmos, nos "desabotoarmos", nos desnudamos, muito além dos sonhos, temporais, calor.
E pensar que ficaríamos assim, lado a lado, frente a frente e que isso nem de longe era ou foi ou é, uma forma sorrateira do destino nos "encontrar".
Nós nos conhecemos, desde sempre , apesar de todas as luas que presenciamos, e todos os sóis que vimos nascer, e toda a chuva que nos purificou, e todo esse tempo que ali bem além da linha que surge, vermelha numa tarde de outono.
Nós não nos víamos.
Isso acontece todo dia com todo mundo, menos comigo.
E agora passamos a nos penetrar e ver além dos nossos corpos, olhos e sorriso.
Passamos a nos conhecer por dentro, por fora...e totalmente.
E ainda assim, existe o mistério da descoberta.
E a origem , pode ser desconhecida, e a surpresa pode ser mais que surpresa , mas a verdade é que ali permanecia adormecida duas pessoas. Com um animal dentro de si. Que desperta e leva um susto, achando que dormiu demais. Mas sempre dá tempo.
E que ao tempo pertença o que dura esse desconhecido sentimento, não, não sabemos se é amor, simplesmente não sabemos . Por que não importa quantas estações viveremos, aquilo que descobrimos ficará para sempre. Ainda que não sabemos o que descobrimos.
( nem sempre precisamos de respostas, tão pouco perguntar o tempo todo as vezes nos dá respostas que não queremos "ouvir", nesses casos, melhor deixar o tempo passar)
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