terça-feira, 27 de abril de 2010


(IMAGEM_WEB)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

viagem


(foto, cláudia)




As vezes é melhor poder ir do que ficar,
e que o desejo de voltar, aconteça sempre
quando o destino não se pode
mudar
.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não sabíamos de nos dois.
Nós íamos e vínhamos , contávamos as nossas vidas,
nossos planos, sonhos...por um tempo ocioso.
Até chegar ao destino, de findar a viagem e de encontrar o nosso "eu".
Nossa!!!! Não fazíamos parte mutuamente das mesmas coisas e ali estávamos, com as mesmas ambições.
Fomos brindados com todos os tempos possíveis...passado, presente futuro ... sol chuva, calor, frio...lua. Tempestades externas e internamente dentro de nós.
Testemunho de que não sabíamos nada.
Eu e você e o tempo.
Nem imaginamos que eles existiam entre nós. Até nos descobrirmos, nos "desabotoarmos", nos desnudamos, muito além dos sonhos, temporais, calor.
E pensar que ficaríamos assim, lado a lado, frente a frente e que isso nem de longe era ou foi ou é, uma forma sorrateira do destino nos "encontrar".
Nós nos conhecemos, desde sempre , apesar de todas as luas que presenciamos, e todos os sóis que vimos nascer, e toda a chuva que nos purificou, e todo esse tempo que ali bem além da linha que surge, vermelha numa tarde de outono.
Nós não nos víamos.
Isso acontece todo dia com todo mundo, menos comigo.
E agora passamos a nos penetrar e ver além dos nossos corpos, olhos e sorriso.
Passamos a nos conhecer por dentro, por fora...e totalmente.
E ainda assim, existe o mistério da descoberta.
E a origem , pode ser desconhecida, e a surpresa pode ser mais que surpresa , mas a verdade é que ali permanecia adormecida duas pessoas. Com um animal dentro de si. Que desperta e leva um susto, achando que dormiu demais. Mas sempre dá tempo.
E que ao tempo pertença o que dura esse desconhecido sentimento, não, não sabemos se é amor, simplesmente não sabemos . Por que não importa quantas estações viveremos, aquilo que descobrimos ficará para sempre. Ainda que não sabemos o que descobrimos.




( nem sempre precisamos de respostas, tão pouco perguntar o tempo todo as vezes nos dá respostas que não queremos "ouvir", nesses casos, melhor deixar o tempo passar)

terça-feira, 9 de março de 2010

ah

os sonhos,
onde andam os sonhos?
vagam na noite e escondem-se de
dia


ah
os sonhos.

segunda-feira, 1 de março de 2010


Onde andará ?
Mila
Mila, a mulher das unhas vermelhas,
enormes feixes na pinça da mão.
Mila ,
era candidata da vez na minha infância
a distribuir paciência.
Eis que a pisadera era "eu".
Somente eu, naquela escuridão do nosso mundinho pequeno,
Mila, me ensinou a ser mulher pintando as unhas,
nada encantava mais o olhar masculinizado da menina
desarrumada que vivia naquela vila esquecida do mundo,
As unhas de Mila. Vermelho sangue.
Assim a menina vai se encantando em ser mulher,
Mila me ajudou.

Nunca me esquecerei.

Onde andará, Mila?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Encontro na saudade
uma forma simplista de respirar o passado,
sorrir com as lembranças,
chegar a sentir o coração doer,
de saudade.
Acho esse sentimento nobre,
Bom,
Reconfortante.

Ainda mais porque o coração chega a doer, mas ele nunca morre.
Ao menos não de saudade.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tempestade


(foto_Pedrinho_Rosa)



Nunca na história dessa aqui que vos fala vi chover tanto.

Quase virei sapo em Sorocaba outro dia.

Eu estava com minha mãe na rua ( olhando loja ) como ela mesmo diz. Apesar de adorar uma loja, principalmente de sapatos estava com uma pressa danada.
Abri mão do sapato, e fomos caminhando do lado de fora, de braços dados e olhando pra cá pra lá, quando ela olhando o horizonte, atrapalhado pelo monte de gente a nossa frente ela me disse assim.
__ Nossa, vamos embora, vem vindo um temporal.

( Minha mãe, morrreeee de medo de raios e trovoadas, entra literalmente em pânico) e eu também não morro de amor por essa força da natureza) Mas,....

Pois é, disse a ela.
__ Mãe, sabe como a gente abranda os medos: se esquecendo deles...esquece o temporal ele nem chegou, olhe as lojas...as roupas...as bijous...tudo tão lindo.

Claro que ela remungou um monte.

Mas , o temporal se espalhou, a gente acabou comprando o sapato, claro que choveu.
Mas não sofremos por antecipação....
Não tivemos pré-ocupação. Tivemos ocupação.

Fiquei feliz.

Apesar de contrariar a mim mesma eu acreditei no que disse a ela.

__ A vida para mim, precisa ter mais temporais?

Espalhados ...


Beijos pra vcs.