Não sabíamos de nos dois.
Nós íamos e vínhamos , contávamos as nossas vidas,
nossos planos, sonhos...por um tempo ocioso.
Até chegar ao destino, de findar a viagem e de encontrar o nosso "eu".
Nossa!!!! Não fazíamos parte mutuamente das mesmas coisas e ali estávamos, com as mesmas ambições.
Fomos brindados com todos os tempos possíveis...passado, presente futuro ... sol chuva, calor, frio...lua. Tempestades externas e internamente dentro de nós.
Testemunho de que não sabíamos nada.
Eu e você e o tempo.
Nem imaginamos que eles existiam entre nós. Até nos descobrirmos, nos "desabotoarmos", nos desnudamos, muito além dos sonhos, temporais, calor.
E pensar que ficaríamos assim, lado a lado, frente a frente e que isso nem de longe era ou foi ou é, uma forma sorrateira do destino nos "encontrar".
Nós nos conhecemos, desde sempre , apesar de todas as luas que presenciamos, e todos os sóis que vimos nascer, e toda a chuva que nos purificou, e todo esse tempo que ali bem além da linha que surge, vermelha numa tarde de outono.
Nós não nos víamos.
Isso acontece todo dia com todo mundo, menos comigo.
E agora passamos a nos penetrar e ver além dos nossos corpos, olhos e sorriso.
Passamos a nos conhecer por dentro, por fora...e totalmente.
E ainda assim, existe o mistério da descoberta.
E a origem , pode ser desconhecida, e a surpresa pode ser mais que surpresa , mas a verdade é que ali permanecia adormecida duas pessoas. Com um animal dentro de si. Que desperta e leva um susto, achando que dormiu demais. Mas sempre dá tempo.
E que ao tempo pertença o que dura esse desconhecido sentimento, não, não sabemos se é amor, simplesmente não sabemos . Por que não importa quantas estações viveremos, aquilo que descobrimos ficará para sempre. Ainda que não sabemos o que descobrimos.
( nem sempre precisamos de respostas, tão pouco perguntar o tempo todo as vezes nos dá respostas que não queremos "ouvir", nesses casos, melhor deixar o tempo passar)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010

Onde andará ?
Mila
Mila, a mulher das unhas vermelhas,
enormes feixes na pinça da mão.
Mila ,
era candidata da vez na minha infância
a distribuir paciência.
Eis que a pisadera era "eu".
Somente eu, naquela escuridão do nosso mundinho pequeno,
Mila, me ensinou a ser mulher pintando as unhas,
nada encantava mais o olhar masculinizado da menina
desarrumada que vivia naquela vila esquecida do mundo,
As unhas de Mila. Vermelho sangue.
Assim a menina vai se encantando em ser mulher,
Mila me ajudou.
Nunca me esquecerei.
Onde andará, Mila?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Tempestade
.jpg)
(foto_Pedrinho_Rosa)
Nunca na história dessa aqui que vos fala vi chover tanto.
Quase virei sapo em Sorocaba outro dia.
Eu estava com minha mãe na rua ( olhando loja ) como ela mesmo diz. Apesar de adorar uma loja, principalmente de sapatos estava com uma pressa danada.
Abri mão do sapato, e fomos caminhando do lado de fora, de braços dados e olhando pra cá pra lá, quando ela olhando o horizonte, atrapalhado pelo monte de gente a nossa frente ela me disse assim.
__ Nossa, vamos embora, vem vindo um temporal.
( Minha mãe, morrreeee de medo de raios e trovoadas, entra literalmente em pânico) e eu também não morro de amor por essa força da natureza) Mas,....
Pois é, disse a ela.
__ Mãe, sabe como a gente abranda os medos: se esquecendo deles...esquece o temporal ele nem chegou, olhe as lojas...as roupas...as bijous...tudo tão lindo.
Claro que ela remungou um monte.
Mas , o temporal se espalhou, a gente acabou comprando o sapato, claro que choveu.
Mas não sofremos por antecipação....
Não tivemos pré-ocupação. Tivemos ocupação.
Fiquei feliz.
Apesar de contrariar a mim mesma eu acreditei no que disse a ela.
__ A vida para mim, precisa ter mais temporais?
Espalhados ...
Beijos pra vcs.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010



( Foto Marcos S.Lima - retiradas do site O Globo, praia em Niterói)
Sabe gente, fiquei nervosa.
Poderia começar esse post de uma forma mais, digamos, bom de outra forma.
Mas fiquei nervosa mesmo.
Triste não é a palavra certa, indignada, já fiquei tanto.
Mas me resta dizer entre muitas coisas que gostaria de dizer que
" cada um faça a sua parte".
Tenho isso como base de vida. É assim em casa, no trabalho, enfim, onde julgo que dois seres humanos habitam o mesmo lugar.
Mas quando me deparo com as fotos que vi.
Eu fiquei muito nervosa. Ainda mais por se tratar do meu "querido" Rio de Janeiro, Niterói que amo tanto, Niterói que tem Camboinhas, Icaraí, Niterói que tem em Itaipu um amigo que amo tanto.
O Rio de Janeiro é muito especial pra mim. Copacabana. Lapa.
Praia Seca-Ararauama. Histórias da minha vida, ali.
O ser humano não merece o que tem. Definitivamente.
Muitas vezes fico aqui no meu mundo, achando que todo mundo tira pó da casa, que jogam os lixos no reciclado ( que por sinal, diga-se de passagem os cestos são absurdamente caros, tudo bem que não precisa, mas convenhamos) que jogam os papéis no lixo .
E me esqueço que tem gente que faz da vida um lixo. Tem pessoas que são o próprio lixo.
Que pena.
Não merecem né, nem Copacabana, Nem Niterói e muito menos habitar o mundo.
A propósito esse lixo todo foi "ANTES" da virada.
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