eu gostaria imensamente de entender,
mas a minha compreensão enfraquecida
não consegue suportar certas verdades,
nem ver mais aberta as feridas,
minha compreensão quer descansar.
quarta-feira, 18 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
reflexos

A gente podia ter podido tudo.
Podia ter feito, surtir efeito;
se saíssemos do submerso,
seríamos rasos e expostos
poderíamos poder tudo,
se desnudássemos com verdades a nossa verdade
e quando muitas vezes vazamos, os nossos excessos
é porque engolimos demais nossas salivas
e toda essa acidez contida se transforma em um veneno
poderoso que
corroe o nosso corpo e deforma a nossa alma,
e quando vemos...
já é Março
de que ano mesmo?
quando vemos foi uma vida,
de quem mesmo?
os acidos deformaram nossos rostos e não nos reconhecemos
no espelho do velho banheiro,
que acolheu todos os nossos sonhos.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Alimentando a alma
Crer, de longe era algo que não apreciava fazia tempo.
O ceticismo tinha se tornado algo tão claro. E. obviamente muito mais fácil de entender.
Ao desacritar, não era preciso questionar nada.
Não haveria dúvida.
Ao contrário do que se pensa, crer gera muito mais dúvida que não crer.
As filosofias religiosas simplesmente perdem a razão de ser.
Os discursos, e até as guerras. Muito provavelmente se extirpariam da nossa realidade, e se tornariam, apenas motivos de estudos.
Acabando a crença, iam-se embora todos os pontos cegos.
Apesar de resisterem a essa teoria, todos nós sabemos que no fundo, é verdade.
E então...sobreviveríamos?
O ceticismo tinha se tornado algo tão claro. E. obviamente muito mais fácil de entender.
Ao desacritar, não era preciso questionar nada.
Não haveria dúvida.
Ao contrário do que se pensa, crer gera muito mais dúvida que não crer.
As filosofias religiosas simplesmente perdem a razão de ser.
Os discursos, e até as guerras. Muito provavelmente se extirpariam da nossa realidade, e se tornariam, apenas motivos de estudos.
Acabando a crença, iam-se embora todos os pontos cegos.
Apesar de resisterem a essa teoria, todos nós sabemos que no fundo, é verdade.
E então...sobreviveríamos?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pensando bem. Ela queria se reinventar. Sem passado.
Virar a página,literalmente.
Esquecer os afetos e principalmente os desafetos.
Procurar entender aquilo que a aborrecia, embora tudo parecesse assim tão perfeito, algo de estranho acontecia em dias normais. Um aborrecimento, vazio.
Precisava se calar para (se) ouvir melhor, tinha muita esperança que seu erro estivesse ali. No alvoroçar das palavras, ditas de forma simples, rápida, sincera. Talvez, estivesse ali a desconstrução, de si mesma. A pior forma de interpretação. Não ser totalmente entendida. Era preciso mudar. Havia uma urgência nisso.
Havia em si, um desapego quase que total. Essa totalidade só não era plena, porque ela já não era mais assim, tão só.
Havia apenas a vontade de dizer sentimentos. Contar novidades descobertas na pele, centradas no coração. Havia uma necessidade estranha de gritar, quando silêncios eram superados pelo seu próprio barulho.
Na verdade, apesar de ser tão confuso, ela entendia tudo.
Era preciso se descobrir no escuro. Organizar os passos que gostam de correr, mas outros simplesmente não acompanham. Tropeçam na envergadura de uma curva existencial, ela simplesmente acelerava. Misturava as palavras com passos rápidos. Acabava atropelando os calmos, finos, cultos e também os mal educados.
Então, sofria.
Porque nem tudo o que dizia, precisava ser dito. Descobre-se isso com o tempo.
O mesmo tempo que cansa, desgasta o mesmo tempo que passa mas simplesmente ensina.
Ensina que nem sempre temos todas as verdades e nem tão pouco todas as receitas.
Simplesmente não tem-se nada.
Dá o primeiro passo. E então, tece sua vida em silêncio. E vai percebendo, aos poucos que é assim que as pessoas gostam. Ela, ela apenas segue o caminho.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Para você.
No fundo da minha esperança
acho mesmo que preciso pedir perdão,
preciso pedir perdão a mim mesma
pedir perdão por sair da briga antes dela acabar
por achar desnecessário discutir amanhas,
preciso pedir perdão por te amar assim
tão insensivamente.
e ter entre nós dois tantos mundos dependentes,
e tão diferentes.
fazendo uma estrada de dois caminhos. Uma forquilha. Obrigatória.
Me perdoe por não ser capaz
ou então por não ter a capacidade de te dar um beijo
tão perto do abraço
e saber que em você tem tudo de mim
e é só olhar o seu olhar e vejo tudo isso, sem a necessidade de nenhuma palavra.
e eu fujo, corvardemente. Para não enfrentar as mudanças de uma vida
comoda. Fácil.
Faço propostas para outras vidas.
Penso em Parati.
E desde então tenho morrido todo dia um pouco.
Talvez tenha mesmo que pedir perdão à esperança.
acho mesmo que preciso pedir perdão,
preciso pedir perdão a mim mesma
pedir perdão por sair da briga antes dela acabar
por achar desnecessário discutir amanhas,
preciso pedir perdão por te amar assim
tão insensivamente.
e ter entre nós dois tantos mundos dependentes,
e tão diferentes.
fazendo uma estrada de dois caminhos. Uma forquilha. Obrigatória.
Me perdoe por não ser capaz
ou então por não ter a capacidade de te dar um beijo
tão perto do abraço
e saber que em você tem tudo de mim
e é só olhar o seu olhar e vejo tudo isso, sem a necessidade de nenhuma palavra.
e eu fujo, corvardemente. Para não enfrentar as mudanças de uma vida
comoda. Fácil.
Faço propostas para outras vidas.
Penso em Parati.
E desde então tenho morrido todo dia um pouco.
Talvez tenha mesmo que pedir perdão à esperança.
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