sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Alimentando a alma

Crer, de longe era algo que não apreciava fazia tempo.
O ceticismo tinha se tornado algo tão claro. E. obviamente muito mais fácil de entender.
Ao desacritar, não era preciso questionar nada.
Não haveria dúvida.
Ao contrário do que se pensa, crer gera muito mais dúvida que não crer.
As filosofias religiosas simplesmente perdem a razão de ser.
Os discursos, e até as guerras. Muito provavelmente se extirpariam da nossa realidade, e se tornariam, apenas motivos de estudos.

Acabando a crença, iam-se embora todos os pontos cegos.
Apesar de resisterem a essa teoria, todos nós sabemos que no fundo, é verdade.

E então...sobreviveríamos?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009




Pensando bem. Ela queria se reinventar. Sem passado.
Virar a página,literalmente.
Esquecer os afetos e principalmente os desafetos.
Procurar entender aquilo que a aborrecia, embora tudo parecesse assim tão perfeito, algo de estranho acontecia em dias normais. Um aborrecimento, vazio.
Precisava se calar para (se) ouvir melhor, tinha muita esperança que seu erro estivesse ali. No alvoroçar das palavras, ditas de forma simples, rápida, sincera. Talvez, estivesse ali a desconstrução, de si mesma. A pior forma de interpretação. Não ser totalmente entendida. Era preciso mudar. Havia uma urgência nisso.
Havia em si, um desapego quase que total. Essa totalidade só não era plena, porque ela já não era mais assim, tão só.
Havia apenas a vontade de dizer sentimentos. Contar novidades descobertas na pele, centradas no coração. Havia uma necessidade estranha de gritar, quando silêncios eram superados pelo seu próprio barulho.
Na verdade, apesar de ser tão confuso, ela entendia tudo.
Era preciso se descobrir no escuro. Organizar os passos que gostam de correr, mas outros simplesmente não acompanham. Tropeçam na envergadura de uma curva existencial, ela simplesmente acelerava. Misturava as palavras com passos rápidos. Acabava atropelando os calmos, finos, cultos e também os mal educados.
Então, sofria.
Porque nem tudo o que dizia, precisava ser dito. Descobre-se isso com o tempo.
O mesmo tempo que cansa, desgasta o mesmo tempo que passa mas simplesmente ensina.
Ensina que nem sempre temos todas as verdades e nem tão pouco todas as receitas.
Simplesmente não tem-se nada.
Dá o primeiro passo. E então, tece sua vida em silêncio. E vai percebendo, aos poucos que é assim que as pessoas gostam. Ela, ela apenas segue o caminho.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

intenso

minha palidez
corou-se
com seu olhar
intenso
e doce

domingo, 4 de janeiro de 2009

eu queria não ver nenhuma
outra vida
atráz dos rostos que eu
já conheço.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Para você.

No fundo da minha esperança
acho mesmo que preciso pedir perdão,
preciso pedir perdão a mim mesma
pedir perdão por sair da briga antes dela acabar
por achar desnecessário discutir amanhas,
preciso pedir perdão por te amar assim
tão insensivamente.
e ter entre nós dois tantos mundos dependentes,
e tão diferentes.
fazendo uma estrada de dois caminhos. Uma forquilha. Obrigatória.
Me perdoe por não ser capaz
ou então por não ter a capacidade de te dar um beijo
tão perto do abraço
e saber que em você tem tudo de mim
e é só olhar o seu olhar e vejo tudo isso, sem a necessidade de nenhuma palavra.
e eu fujo, corvardemente. Para não enfrentar as mudanças de uma vida
comoda. Fácil.
Faço propostas para outras vidas.
Penso em Parati.

E desde então tenho morrido todo dia um pouco.
Talvez tenha mesmo que pedir perdão à esperança.

sábado, 27 de dezembro de 2008

sobre reecontros

E do beijo
que me arrepia
fica a
lacuna de que um dia
nós iremos
nos reencontrar.

A vida as vezes
muda de direção,
alonga o caminho.
Mas provavelmente
e muito certamente
não é por acaso.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Pedidos em fontes mágicas

Acreditei no meu pedido.
Coloquei minha fé inabalável acima do
meu conhecimento de que a ciência explica.
Acreditei.
Consegui visualizar aquilo que tinha implorado.
Para mim era quase inacreditável.
Por um tempo, acreditei que pedir e receber fosse tão fácil
que era como manipular uma verdade.
( duvidei até mesmo que tinha feito um pedido com tanta fé assim)
Mas era tão preciso que era impossível não crer. Era tão real, que acreditar em milagres para mim era como se eu apenas respirasse. Tal qual já era um milagre.
Parece que os céus me reservam surpresas, reviravoltas inacreditáveis . E eu, tão incrédula sou obrigada a acreditar que ainda que eu volte a duvidar da força dos meus pedidos ( que infelizmente , não se concretizaram, não ao menos na minha forma de visualização, no meu "modo de ver", provavelmente exista uma outra maneira, mas eu ainda não entendi) mas me fizeram analisar e crer que:

existem mesmo mais mistérios entre o céu e a terra do que duvida a nossa vã filosofia

"acreditem"